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sábado, 8 de outubro de 2011

Hotel e Restaurante em Valência

O melhor restaurante que eu comi em Valência fica, coincidentemente, ao lado do hotel que fiquei.

O restaurante foi uma bela surpresa, tanto a excelente paella quanto o atendimento, por isso deixo a indicação aqui.

La Zarzamora
Av. Instituto Obrero, 20 - Valencia
Peça a paella de mariscos e uma sangria por mim, por favor!


O hotel que ficamos é o NH Las Artes, Av. Instituto Obrero, 28.

Diz ser um 4 estrelas, mas não é.

Como já falei nos posts anteriores, fui assistir a Fórmula 1 e todos os hotéis nessa época estão muito caros. Assim, fica muito difícil ter uma referência de preço.

De qualquer maneira, quando voltar para Valência, vou tentar um outro hotel.


terça-feira, 4 de outubro de 2011

Valencia


Depois do cansaço para conseguir pegar os ingressos da Fórmula 1, finalmente fomos dar uma volta por Valencia.

Com o mapa na mão, primeiro tentamos nos situar na cidade e achar o circuito. Tarefa fácil. Pelo barulho dos carros em pleno sábado de teste, nem precisava do mapa.

Valencia situa-se na costa leste da Espanha, às margens do Mar Mediterrâneo, e é a capital da Comunidade Valenciana, com cerca de 800 mil habitantes.

Como podemos ver na foto abaixo, parte do circuito de Fórmula 1 é cercado pelo mar. Quem assiste a corrida pela TV tem uma visão panorâmica de Valencia e de suas praias, e consegue ter uma idéia de como a cidade é linda.

fonte: Google
A praia ao lado do circuito é uma melhores e mais famosas praias de Valencia: Playa de Malvarrosa. E foi para lá que seguimos seguimos.

Já estávamos quase desistindo de parar o carro quando, num golpe de sorte, vimos um carro saindo de um estacionamento subterrâneo. Confirmamos que ele estava saindo e que não era apenas mais um carro desistindo, e estacionamos felizes da vida.
Fomos andando para a praia, ainda ouvindo o som forte dos motores.

Uma pausa para explicações.

Quem me conhece sabe que amo praia. A-mo-a-mo-a-mo. Sou apaixonada por todas as praias que eu já conheci até hoje, mas as praias do Mediterrâneo ocupam um lugar especial no meu coração.
E quando pisei nas areias da Malvarrosa, confirmei esse sentimento. As praias de Valencia tem aquele charme irrestível que me fascina, resultado da mistura de sol, areia, o azul do mar de uma intensidade absurda, liberdade, tolerância, segurança.
E para completar o cenário de sonho, a água ainda estava surpreendentemente morna. Uma verdadeira delícia.

Na rua a beira-mar tem vários bares e restaurantes, um ao lado do outro. Famintos, escolhemos um aleatoriamente - todos tinham um cara boa e estavam lotados - e pedimos uma bela paella. Para quem não conhece, a paella é um tradicional prato espanhol feito numa panela grande, redonda e rasa, com arroz, açafrão, camarões e mariscos.

Valencia é conhecida por ter sido a criadora da paella. No entanto, os locais dizem que a tradicional paella valenciana é feita apenas com arroz, frango e coelho. A outra, com camarões e mariscos, é a paella de mariscos, apenas uma variaçao da original.

Após nosso almoço, fomos para a parte da cidade chamada de Ciudad de las Artes y las Ciencias. Um centro de cultura e entretenimento formado por um conjunto de prédios de arquitetura extravagante e que abriga o "Palau de les Arts Reina Sofia" – dedicado à Opera, o "Museu de les Ciències Príncipe Felipe" – com espaços para experiências de ciência interativas, "L'Oceanogràfic" – áquario e "L'Hemisfèric" – cinema IMAX.

Mesmo que você não queira entrar em nenhum dos prédios, é um lugar delicioso para passear.





Cidade linda. Fomos embora com vontade de ficar mais.

sábado, 24 de setembro de 2011

Fórmula 1 em Valência


Beeeeeeem antes da corrida

Para comprar o ingresso, entrei no site da ticketmaster (www.ticketmaster.es).

Logo descobri que os ingressos mais caros, e provavelmente os melhores, estavam esgotados, mas ainda tinha alguns mais baratos. Com a ajuda do meu marido, escolhi os melhores lugares entre os disponíveis.

Para quem nunca comprou nada pela internet, basta fazer um cadastro no site e ter um cartão de crédito internacional. Extremamente fácil e prático. Imprimi o comprovante e também a confirmação que recebi depois, por email.

Alguns dias antes de eu viajar, recebi um outro email com endereços dos lugares para retirada dos ingressos. E um conselho para retirar na véspera da corrida, para evitar tumultos e eventuais atrasos. Imprimi também, afinal cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém, certo?

Depois fui procurar um hotel e quase tive um infarto. As diárias para a véspera da corrida, ou seja, check in no sábado e check out no domingo, simplesmente são o dobro dos outros dias – e em alguns hotéis chega a ser o triplo.

Isso até me fez considerar um bate e volta de Madrid (o que seria totalmente possível pelo tempo de viagem de menos uma hora e meia – leia meu post Trem Bala de Madrid para Valência). No entanto, não sabía com que antecedência devería chegar na corrida, se seria fácil retirar o ingresso ou até mesmo se demoraria para achar o portão correto de entrada para a corrida.

Como não queria stress na minha primeira corrida de Fórmula 1, não queria fazer nada correndo, e ainda queria conhecer Valência, o preço do hotel entrou totalmente no pacote.

Na véspera

Sábado de sol. Tomamos café no hotel e saímos felizes da vida para as duas atividades imprescindíveis para aquele dia:
  1. Retirar o carro na locadora: atividade primordial, já que a locadora não abriria no domingo e queria sair cedo na segunda-feira. Além disso, queria o carro para flanar um pouco por Valência.
  2. Retirar os ingressos da corrida.
A primeira atividade foi muito fácil. Achamos a locadora tranquilamente, fomos atendidos por um valenciano muito cortês e educado. Tudo rápido e indolor.

A segunda atividade deu trabalho, bastante e inesperado trabalho.

Como falei lá no começo do post, tinha recebido um email com os locais de retirada dos ingressos. Escolhi o mais próximo do hotel e para lá seguimos.

Demoramos para chegar, porque não tinha estacionamento perto.

Ao finalmente conseguir, descobri que era uma loja de agência de viagem. Tinha apenas uma atendente e uma fila enorme de pessoas esperando.

Vários cartazes de propaganda da Fórmula 1 indicavam que estava no local correto, mas a loja vendia também pacotes de viagem e ingressos para shows. O primeiro casal sendo atendido estava fechando uma viagem. Perguntavam sobre tudo, queriam ver fotos. Perfeitamente normal, mas multipliquei aquele tempo pelo número de pessoas vi que aquilo iria demorar...

Quando não consegui mais me segurar, pedi licença apenas para confirmar se eu estava no local correto.
Não. Não estava. Ali era para compra de ingressos, não para a retirada de ingressos comprados pela internet. A mocinha simpática me deu o endereço correto, dizendo que era muito perto e que poderíamos ir a pé e deixar o carro lá mesmo.

Tivemos de cruzar a ponte - linda por sinal - e levamos mais uns 15 minutos andando até desistirmos, voltamos, pegamos o carro, e aí sim, acharmos o endereço correto.

Mocinha danadinha, viu?

Como parar o carro novamente era impossível, entrei sozinha, rezando para agora estar certo. Após mais uma fila, saí feliz com os ingressos na mão. Feliz, mas perdemos mais de 2 horas...

No dia

Traumatizado com as experiências da corrida em Interlagos, o Gustavo quis sair cedo - umas 3 horas antes - e pediu para que eu usasse roupas mais comportadas.

Pela sua descrição dos tratamentos dispendidos às mulheres em Interlagos, fiquei com vontade de ir de burka. Na ausência dessa, fiz o melhor que pude, de bermuda até o joelho e camisa de manga comprida.

Estávamos relativamente próximos ao circuito, e pensamos em ir a pé. No caminho descobrimos que muitas ruas são interditadas, forçando uma volta maior. Sem condições de prever o esforço extra e traumatizados pela experiência da véspera, tomamos um táxi.

No circuito

Entrada tranqüila e organizada. Tem barraquinhas com sanduiches e refrigerantes. Vários banheiros químicos em cada entrada.

Não é necessário chegar antes. De verdade. Vi pessoas chegando um segundo antes da corrida começar. Tudo é muito organizado.

Quanto à burka? Com o calor escaldante do começo de julho, minha camisa ajudou a me proteger do sol, mas a vestimenta ao meu redor era micro shorts e biquinis. Para que nenhum machão se anime, nem todas eram modelos.

A corrida

A corrida de Valência é um circuito de rua. Na prática isso significa que não se tem uma visão muito ampla da pista, porque tem prédios que impedem que isso aconteça.

Os mais entendidos dizem que é o circuito mais sem graça da Fórmula 1, porque não permite muita ultrapassagem.

Eu amei. Valência é uma cidade linda e litorânea. Parte do circuito é ao lado do mar. Tudo é organizado e com telões por todos os lados, que permite olhar os outros pontos da pista.

Organizado, pacífico, emocionante.

Os pilotos passam muito perto e conseguimos ver e identificar perfeitamente os carros. Para delírio da torcida espanhola, o Alonso fez uma ultrapassagem exatamente na nossa frente (foto do começo do post).

E amei principalmente um menino de uns 5 anos, que balançava infalivelmente sua bandeira toda vez que o russo Vitaly Petrov passava. Paixão de criança é fora de série.

sábado, 17 de setembro de 2011

Fórmula 1 em Valência – Uma introdução


Eu gosto de Fórmula 1. Sempre gostei.

Não sou fanática, não sei o nome de todos os pilotos que já correram no mundo e nem lembro em quais curvas ocorreram as ultrapassagens mais espetaculares, mas desde criança gosto.

Admiro a habilidade de alguns pilotos, a agressividade de outros, gosto de ver a frieza para a tomada de decisões, ou as que acontecem na base emoção mesmo.

Gosto do barulho dos motores.

Adoro ouvir os depoimentos de quem ganhou, de quem perdeu, de quem bateu. Tenho um lado de psicóloga frustrada - a facilidade para exatas me levou para engenharia, mas ainda vou fazer psicologia para dar embasamento técnico ao meu hobbie de “people watching” - que simplesmente adora analisar como cada um reage diferente aos mesmos acontecimentos e, sei lá por que razão, gosto principalmente de ver isso em corridas de Fórmula 1.

E sou fascinada, totalmente fas-ci-na-da, pelas cidades e cenários onde ocorrem as corridas.

Para finalizar, sou casada com alguém que é fanático por Fórmula 1. O Gustavo acorda de madrugada para assistir uma corrida e, quando estamos viajando, fica no hotel enquanto eu vou “bater perninha”. E ele sim decor pilotos, corridas, circuitos, curvas, ultrapassagens e acidentes marcantes.

Pode ser apenas preconceito, mas nunca tive coragem de ir a uma corrida em São Paulo. O Gustavo já foi, eu não. Simplesmente não consigo juntar coragem suficiente para enfrentar todos os absurdos e sacrifícios que ouço das pessoas que vão. E que pagam muito caro para ir, diga-se de passagem.

Bom, mas o que eu queria mesmo ao contar tudo isso era explicar que a alegria que me dominou quando descobri que iríamos para a Espanha na mesma época da corrida em Valência.

Infantilidade? Talvez...

Detalhes no próximo post.