Castelos, cidades medievais, rios e lagos extremamente bucólicos, uma paisagem que oscila entre pequenas e bem cuidadas propriedades rurais e impressionantes montanhas dos Alpes.
Esse é o cenário de sonho que encontrei nos 350 quilômetros que formam a Rota Romântica da Alemanha, entre as cidades de Würzburg e Füssen, na fronteira com a Áustria.
Algumas vezes a estrada vira uma ruazinha estreita e vc passa no meio de uma cidadezinha. É tudo tão limpo e bonito que até parece falso, uma Disneylandia.
No final da rota, nos últimos 50 km, começam os Alpes.
Eu tinha lido isso e criei um cenário de sonho na minha cabeça, achei que ia me decepcionar, mas é impossível.
A mudança é sutil, começam algumas montanhas pequenas, verdes, e você até acha que não vai ser nada demais. De repente, surge uma montanha ao fundo com neve no topo, depois várias. É de tirar o fôlego.
São 27 cidades ao longo da rota, mas muitas são bem pequenas e vale só passar de carro e olhar. As que merecem mais atenção são: Wurzburg, Weikersheim, Rothenburg o.d.T, Donauworth, Landsberg am Lech e Fussen.
A Rota Romântica, “Romantische Straße” em alemão, foi um nome criado por volta de 1950, numa tentativa de marketing para atrair turistas para a Alemanha e mostrar que o país não era somente guerra e destruição.
Experimentando os primeiros sinais do desenvolvimento econômico no período pós guerra, o principal objetivo era atrair turistas americanos e seus soldados, ainda fortemente presentes no país.
A tentativa definitivamente funcionou, e a Romantische Straße é atualmente um destinos turísticos mais procurados da Alemanha.
Eu percorri o caminho todo de carro em 3 dias, numa das melhores viagens que já fiz.
A rota é super bem sinalizada e de fácil acesso, com placas indicando o caminho. Na única vez que ficamos em dúvida, numa bifurcação, e um senhor alemão muito educado se ofereceu para nos guiar até a entrada da cidadezinha que procurávamos, indo na frente com seu carro. Ele podia apenas ter nos indicado à esquerda, e ficamos encantados com sua atenção.
Esse foi outro ponto alto da viagem, conhecer um povo educado, que respeita horários e sinais de trânsito, que prima pela organização em detalhes que nós brasileiros nem conseguimos imaginar, e torna a vida de turistas estrangeiros extremamente fácil.
Como não tinha idéia do tempo que ficaria em cada cidade, não quis fazer reserva em nenhum hotel e confiei totalmente na excelente estrutura e organização do povo alemão.
O site de turismo oficial (
https://www.romantischestrasse.de/) traz uma lista de todas as opções de hotel e albergue nas cidades da rota, com endereço, telefone e faixa de preço.
Imprimi a lista e levei comigo, e tudo funcionou perfeitamente. Para não correr risco de ficar sem “teto”, adotei a única regra de sempre dormir na cidade em que eu estivesse por volta das 18 horas.