Mostrando postagens com marcador Jardins. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jardins. Mostrar todas as postagens

sábado, 6 de agosto de 2011

Roteiro em Madrid III

Catedral de la Almudena, Palácio Real, Jardim de Sabatelli, almoço na Plaza de Oriente, Plaza de Espanha e Templo de Doblot

Parece muita coisa, mas é tudo muito perto. Tirando o que andamos em cada um deles, temos apenas 2km de percurso.


Começamos pela Catedral de la Almudena.

Catedral de la Almudena
Quando vi o nome da catedral pela primeira vez, estranhei um pouco. Não me pareceu ocidental, nem me lembrou nenhum nome católico que já tinha ouvido (não que eu seja uma expert em nomes católicos...).

Lendo um pouco de sua história, descobri que Almudena é um nome de origem árabe - “al-mudayna” - que significa “muralha”. Há várias lendas em torno Virgem de la Almudena, mas a mais conhecida é que os católicos esconderam uma imagem da Virgem nas muralhas da cidade, para evitar que ela fosse destruída durante uma invasão moura. Teria sido descoberta quando os tijolos da muralha racharam, fazendo com que ficasse visível aos fiéis.

Decidiu-se construir a catedral quando Madrid se tornou a capital da Espanha em 1561, posto antes ocupado por Toledo. O projeto foi, no entanto, executado apenas 3 séculos depois, em 1879. Foi terminada apenas em 1993, quando foi consagrada pelo Papa João Paulo II.

Como a maioria das igrejas e catedrais na Europa, é possível subir no topo.

vista do topo da Catedral de la Amudena
Na frente da Catedral está o Palácio Real de Madrid, construído pelo Rei Filipe V em 1734.

Palácio Real de Madrid
Apesar de ainda ser considerado a residência oficial da família real, o atual rei Juan Carlos I o usa apenas para recepções oficiais. A família real mora no Palácio de la Zarzuela, nos arredores de Madrid.

Na parte térrea do Palácio é possível também visitar a farmácia real.

Depois de tanto caminhar na Catedral e no Palácio, foi maravilhoso chegar nos Jardins de Sabatini. Um jardim não muito grande, mas lindíssimo. Descansamos os pés felizes da vida, sentados num dos vários bancos e protegidos do sol pela sombra de uma bela árvore.

Jardins de Sabatini
Com fome, saímos de lá procurando um restaurante. Vimos algumas mesas no fundo da Plaza de Oriente e para lá seguimos.

Como estava cheio, resolvemos ficar. Não sei se tem outros restaurantes nessa região, mas fica a dica: La Mar del Alabardero. Um pouco caro, mas bom.

Recuperados, andamos até a Plaza de Espanha.

Plaza de Espanha
Fiquei impressionada com a beleza dessa praça. No centro há um monumento em homenagem ao escritor espanhol Miguel de Cervantes, representando os seus mais famosos personagens: Dom Quixote, seu amigo Sancho Pança e sua amada Dulcinea.

Dom Quixote e Sancho Pança
Atravessando a avenida, chegamos no Templo de Debot, antigo templo doado pelo governo do Egito, em agradecimento à grande participação da Espanha numa ação liderada pelo Unesco de recuperação dos templos egípcios.


Templo de Debot
É um lugar diferente no meio de Madrid.

A Catedral de la Almudena e o Palácio Real vistos do Templo de Debot

segunda-feira, 21 de março de 2011

Giverny – Casa e Jardim de Monet

Giverny é um sonho, uma pequena cidade que fica há cerca de 70 quilômetros de Paris.

Monet viveu em Giverny por 43 anos, de 1883 até sua morte, em 1926.

Quando se mudou para lá, comprou o terreno chamado de Le Clos Normand onde existia a casa, um jardim e um pomar. Totalmente apaixonado pelo lugar, Monet dedicou-se a cuidar do jardim e pomar e a pintar seus quadros inspirados na paisagem que via todos os dias. Plantou novas espécies de flores, principalmente tulipas, espalhadas pelo jardim em suas diferentes e magníficas cores.





Depois de alguns anos, adquiriu também o terreno vizinho ao Le Clos Normand, chamado de Le Jardin d’Eau. Monet desviou o rio que passava perto do terreno, criando um pequeno lago. É aqui que estão as ninféas, flores presentes em muitos dos seus quadros e a ponte japonesa, também fonte freqüente de inspiração.





Monet pintou vários quadros com exatamente a mesma paisagem, tentando captar os variados efeitos da iluminação em diferentes horas do dia, e seu reflexo sobre as águas.

Mesmo para quem não é um grande admirador de arte, andar pelos jardins é como entrar nos quadros de Monet. Uma experiência inesquecível!

Quando ir?

Esse é um lugar que precisa ser visitado na primavera ou verão, no máximo no outono, e é de tirar o fôlego. Além da beleza em si, vale a brincadeira de comparar os quadros com os lugares reais.

Onde comer?

Almoçamos em um restaurante quase na frente da casa de Monet, chamado L’Esquisse Gourmande. Comida excelente, vinho excelente, sobremesas fabulosas. Recomendo divinamente!

Como chegar lá?

Para quem prefere algo mais tranquilo, tem excursões de um dia de Paris para lá. Nos hotéis sempre há folhetos com preço e horário de várias empresas de turismo que oferecem pacotes prontos.

Ou pode-se ir de trem. Vou novamente copiar as orientações do blog Conexão Paris, já que eu mesma nunca fiz o percurso.
“Na estação Saint Lazare comprar uma passagem para o trajeto Paris/Rouen. Descer em Vernon. A distancia entre Vernon e Giverny é de 7 km. Várias opções: pegar um ônibus que sai à cada 15 minutos de Vernon para Giverny; alugar um bicicleta na estação mesmo; pegar um táxi e por fim escolher… pé na estrada, é pertinho.”
Como expliquei no post anterior Château de Versailles, eu aluguei um carro.

A viagem de carro tem algumas vantagens:
  • flexibilidade: você pode chegar e sair no horário que quiser, sem ter que esperar trem, ônibus e metrô.
  • fica mais fácil de levar acessórios: biscoitos, água, blusa de frio.
  • mais rápido: você não perde tempo entre um meio de transporte e outro, e normalmente os estacionamentos são bem pertos do local a ser visitado.
  • apreciar a viagem em si. Tudo bem que também podemos apreciar a viagem pela janela do trem, mas de carro podemos pegar estradas alternativas, pequenas, parar quando quisermos para tirar fotos.
E a desvantagem é: o preço, normalmente mais cara, incluindo aí o aluguel de um GPS, para que a terceira vantagem descrita acima não seja anulada pelo tempo perdido para achar o caminho.

terça-feira, 1 de março de 2011

Roteiros a Pé por Paris – Parte II

Quartier Latin, Pantheon, Sorbonne e Jardin du Luxembourg


Esse roteiro é o que eu mais gosto de fazer em Paris e, para ser bem honesta, sempre exagero um pouco e ando demais demais, muito mais do que os meus pés poderiam aguentar.

O roteiro macro é sair da Notre Dame e chegar no Jardim de Luxemburgo, ou Jardin du Luxembourg em francês, passando por alguns pontos prá lá de importantes, como a universidade Sorbonne e o Pantheon.

Temos dois importantes boulevards que cruzam essa região: Saint Michel e Saint Germain. Perpendiculares um ao outro, os dois formam uma alegre mistura de cafés, restaurantes, livrarias e butiques.

O legal desse roteiro é não seguir muito o roteiro, e sim curtir o bairro, as lojas, as ruas. E é aqui que está a armadilha, pois quando estou caminhando por uma rua, minha atração é facilmente atraída por alguma loja diferente ou uma árvore muito bonita ou um prédio interessante em qualquer uma das várias ruazinhas e, sem exitar um segundo, largo o mapa e me “embrenho” na nova descoberta. Ando tanto, que vira e mexe, preciso parar e tentar descobrir em que lugar do mapa eu me encontro.

Vamos aos fatos, ou melhor, aos passos, começando ali no final do post anterior, na Catedral de Notre Dame.

A Catedral de Notre Dame fica na Île de la Cité, literalmente o coração de Paris, já que foi nessa pequena ilha que a cidade começou. Habitada por uma tribo celta conhecida por Parisii, e que obviamente deu o nome a essa cidade, a pequena vila se expandiu até ganhar o tamanho da Paris de hoje.

Além da Notre Dame, na ilha ainda se encontram a Igreja Sainte-Chapelle, pequena igreja em estilo gótico construída em 1248 (supostamente é aqui que está a coroa de espinhos de Cristo) e, na ilhazinha ao lado, a deliciosa sorveteria Berthillon.

No começo da Île de la Cité está a Pont Neuf (Ponte Nova) que, apesar do nome, é a ponte mais antiga de Paris.


Saindo da Notre Dame, cruze a ponte em sentido “rive gauche”, lado esquerdo, do rio Sena.

Na calçada, ainda margeando o rio, ficam os “bouquinistes”, vendedores de livros usados, revistas, pinturas, posters, discos. Essa é uma imagem típica de Paris que eu amo!



Les Bouquinistes de Notre Dame, de Edouard Cortes
Mantendo a esquerda, vamos entrar no Quartier Latin, nome dado ao bairro onde se encontra a famosa Universidade de Sorbonne, em homenagem aos seus estudantes e a língua falada entre eles, o latim.

Entrando mais no bairro, vire a primeira rua à direita, no número 37 da Rue Bûcherie, e passe na famosa livraria Shapespeare & Co.


Parada obrigatória para os amantes da literatura, a livraria apareceu numa das cenas do belo filme “Antes do pôr do sol”, continuação do “Antes do amanhecer”, , ambos dirigidos por Richard Linklater e estrelados por Ethan Rawke e Julie Delpy.


Se estiver com fome e quiser fazer uma refeição em conta, entre a Rue de la Harpe e a Rue du Petit Pont, tem uma infinidade de restaurantes, um seguido do outro, que oferecem no almoço um pacote entrada+prato+sobremesa por preços bem convidativos. Nessa região tem muitos restaurantes oferecendo comida francesa, mas também tem muitos restaurantes gregos.

Vou ser sincera, comi aqui algumas vezes e não é nada mal e come-se bastante, principalmente porque esse pacote tem mais coisas para comer, mas sou muito mais andar um pouco mais, sair da muvuca, e testar qualquer um dos vários restaurantes da Saint German. Nada estrelados, nada conhecidos, alguns pequenos, mas todos muito bons.

E se quiser fazer uma refeição mais elaborada e um pouco mais cara, ande até chegar no Carrefour de l’Odeon, onde ficam dois dos restaurantes que citei no post Onde comer em Paris. Se tiver oportunidade, teste as três alternativas.

Continuando nosso passeio, ou nossa “promenade”, desça até a Saint Germain e se perca, mesmo. Esse boulevard é extremamente agradável e tem várias lojinhas. Foi aqui que fizemos uma pequena loucurinha e compramos o pequeno tapete que fica na porta do nosso apartamento em São Paulo (loucurinha por ser um tapete, preço fantástico :-)) 

para quem chega...

... e para quem sai.
Entre o Boulevard Saint Michel e a Rue St-Jacques, depois de cruzar a Rue des Écoles, fica a Sorbonne, a mais antiga universidade de Paris.


Descendo a Rue St-Jacques e virando à esquerda na Rue Cujas, chegamos ao Pantheon. Projetado inicialmente como igreja em homenagem à Santa Genoveva, padroeira de Paris, (Sainte Geneviève), o Pantheon foi transformado durante a Revolução Francesa em Templo da Razão e do Conhecimento, e onde foram sepultados alguns nomes famosos como Voltaire e Victor Hugo.  

Pantheon visto do Jardin du Luxembourg
Vamos andar mais... volte para a Saint Germain e cruze a Saint Michel. Indo reto passamos pelo Carrefour de l’Odeon, onde ficam os dois restaurantes que falei num dos parágrafos ali em cima: Les Editeurs e Relais Saint Germain. Os dois são excelentes, mas ainda fiquei com vontade de experimentar vários outros que tem nessa praça/cruzamento... todos parecem tão bons!

Continuando na mesma Saint Germain, chegamos na place du Quebec, onde ficam o Café de Flore, café histórico de Paris por ter sido frequentado por Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir.


Na frente o também famoso Les Deux Magots, concorrente do anterior, frequentado por Hemingway.


Como ficaram terrivelmente turísticos, os preços cobrem também o custo da fama.

Na mesma esquina está a igreja Saint Germain de Prés. Descendo pela Rue Bonaparte, chegamos na Place St-Sulpice, onde se localiza a Igreja do Saint-Sulpice.

Continuando na Rue Bonaparte, chegamos no nosso objetivo final: Jardin du Luxembourg. Um dos lugares que eu mais gosto em Paris!



Mais famoso e freqüentado parque de Paris, era inicialmente propriedade de Duque de Luxembourg e vem daí a origem do seu nome.

O Jardim de Luxemburgo, muito frequentado pelos parisienses, que vão lá para ler, tomar sol ou fazer exercícios, possui cerca de 22 hectares de canteiros floridos, árvores, lagos, teatro de marionetes para as crianças e quadras de esporte para adultos, rodeado por esculturas maravilhosas.

Na frente do palácio, que hoje é a sede do Senado da França, há várias cadeiras em frente às fontes e aos jardins, para os parisienses e visitantes descansarem, lendo livros ou tomando um pouco de sol.