quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

As Principais Obras no Museu do Louvre

Dividido em oito seções, com 35.000 obras permanentes e ocupando um espaço de 60.600 m2, o Museu do Louvre é impossível de se conhecer num único dia.

Por esse motivo, um pequeno planejamento para decidir o que você gostaria de ver é muito importante para aproveitar a sua visita. Caso contrário, você corre o risco de acabar com sua energia andando por corredores que não te interessam muito e perder lugares e obras que são muito mais interessantes.

Claro que isso é completamente pessoal, o que é importante para mim não é para a maioria das pessoas. Mesmo assim, vou deixar aqui a minha sugestão das principais obras para conhecer numa primeira visita no Louvre. Alguns amigos meus não são nem um pouco ligados em arte, mas querem conhecer o museu (e tem de conhecer mesmo!) e me perguntam o que é imperdível. Vou escrever o que é imperdível para mim, mas primeiro uma pequena explicação de como o Louvre está organizado.

O museu tem quatro andares: sub-solo; térreo; 1º e 2º andares (vou me concentrar nos 3 últimos). E três alas: Denon, no lado direito do museu; Richelieu, no lado esquerdo e Sully, área central.

Nessas três alas se encontram as 8 seções que citei no primeiro parágrafo: antiguidade oriental; arte islâmica; antiguidade egípcia; antiguidade greca, etrusca e romana; esculturas; objetos de arte; pintura e arte gráfica.

Você tem duas opções para percorrer seu roteiro, ver todas as obras de um mesmo andar ou se concentrar em uma seção e descer e subir escadas (ou tomar um elevador). Eu prefiro a segunda opção, pois para fazer uma visita mais focada andamos menos dessa maneira.

Abaixo estão os mapas de três andares do museu (copiados do site oficial http://www.louvre.fr/), com a indicação da localização de algumas obras. 

térreo

1o. andar


2o. andar
Vamos direto ao ponto: o quadro mais famoso do Louvre, a Monalisa!

Pegue o seu mapa na recepção, se localize e ache a Monalisa. Ela está no primeiro andar, na ala Denon, sala 06 (que medo... eu já sei isso de cor!). Por qualquer lugar que você entre, se você começar a caminha nessa direção, vai perceber uma fila de pessoas fazendo o mesmo. O próximo post será dedicado à esse quadro, que eu gosto demais, então aqui vou focar mesmo no roteiro.

Monalisa - Leonardo da Vinci
Aproveite que está ali e curta um pouco esse quadro. Eu o acho fascinante e no próximo post vou tentar explicar o porquê.

Na sala 05 ao lado, podemos ver mais alguns belos quadros:

A Virgem e o Menino com Santa Anna - Leonardo da Vinci

A Virgem dos Rochedos - Leonardo da Vinci
Casamento em Caná - Véronèse
Um pouco mais à frente, na sala 77 dessa mesma ala, estão as pinturas francesas (na verdade, é a sala das pinturas européias do século XIII ao XIX, mas as pinturas francesas são a maioria aqui).

Destaque para os quadros de Eugène Delacroix.


Morte de Sardanapale - Eugène Delacroix
A Liberdade Guiando o Povo - Eugène Delacroix
Nessa mesma ala das pinturas italianas, entre o térreo e o 1º andar (talvez você passe por aqui no caminho para a Monalisa), você vai passar pela Victoria de Samothrace, estátua alada da deusa Victoria, encontrada na ilha de Samothrace, na Grécia. A escultura pertece ao período clássico, aproximadamente 200 anos a.C. (antes de Cristo).

Repare na leveza do tecido:

Victoria de Samothrace
E térreo, encontramos a Venus de Milo, estátua encontrada na Ilha de Milos, no Mar Egeu. Ela representa a deusa grega Afrodite, deusa do amor sexual e beleza física.

Venus de Milo
Ainda no primeiro andar, mas do outro lado, na ala Richelieu, seção de objetos de arte, temos “Os aposentos de Napoleão III”, reproduções dos luxuosos aposentos do imperador, com destaque para a mesa de jantar e para os lustres, espetaculares.


Agora vá para o segundo piso, na ala Richelieu, onde tem uma série fantástica de pinturas dos países baixos (Holanda, Bélgica e Luxemburgo).

Destaque aqui para Veermer, o mesmo pintor de "Moça com Brinco de Pérola", (seu quadro mais famoso infelizmente não está aqui... fica em Mauritshuis, Haia), e para a Galeria Médicis, constituída de 24 quadros belos quadros pintados por Rubens para retratar a rainha de Médicis.
La Dentellieère - Vermeer

A troca de Princesas - Rubens
Depois dessa parte, desça para o térreo, na ala Richelieu e na Sully onde estão as antiguidades orientais e as antiguidades egípcias.

A parte sobre o Egito é extraordinária. Possui múmias, sarcófagos, estátuas, partes inteiras de muros e túmulos... o que me faz imaginar que bem pouca coisa ficou no Egito.





Se você ainda tem energia e tempo... ande mais. O Louvre tem uma infinidade de obras maravilhosas! 

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Musée du Louvre

Meu concunhado Marcio Porto diz que a viagem dele para a Europa foi MIL: museu, igreja e loja.

Com tantos museus importantes, históricos e bonitos espalhados por todas as cidades da Europa, corremos mesmo um grande risco de passar todo o tempo em museus. Igrejas, a não ser que você queira assistir todas as missas, são visitas mais rápidas, e lojas… bom, conhecer os hábitos de compra de uma civilização é crucial para entender sua cultura. Brincadeirinha :-)

Visitar um bom museu demanda horas de investimento, então, se vou passar apenas poucos dias numa cidade, tento limitar o número de museus que vou conhecer para poder ter tempo de conhecer as outras atrações e a própria cidade. 

Nem sempre a escolha é fácil. Paris, por exemplo, tem vários museus fantásticos e decidir por um só é uma tarefa ingrata. No entanto, se você tem poucos dias e tiver que escolher, eu sugiro fortemente o Louvre.

O Museu do Louvre é um “must go”. Além de ser um dos principais museus do mundo, abrigando uma vasta coleção de pinturas, objetos da antigüidade, mobílias, jóias, instrumentos científicos e armas, o museu faz parte da história da França. Seu prédio clássico e a famosa e controversa pirâmide de vidro, são símbolos de Paris e da França. 


O Louvre foi construído em 1190, mas transformado em museu apenas em 1793. Antes disso, era o Palácio do Louvre, residência de vários reis e imperadores da França, mudando de função apenas quando o rei Luis XIV terminou a construção do Palácio de Versalhes, em 1678, e decidiu se mudar para lá.

A pirâmide de vidro foi construída em 1989 pelo arquiteto I.M. Pei, no governo do François Miterrand. Situada no centro da praça do museu, na Cour Napoleão, é a principal entrada do museu.



O projeto da pirâmide foi controverso e gerou muita discussão.

A turma do contra dizia que o projeto era muito futurista e não combinava com a arquitetura clássica do museu. A turma a favor considerava que o contraste entre os dois monumentos era fantástico, uma representação perfeita do passado e futuro.

Os protestos não ganharam nada além de muitas páginas de jornal, e hoje a pirâmide é considerada mais um dos maiores símbolos de Paris.

Apesar de sempre falarmos “da pirâmide”, no singular, são na verdade cinco pirâmides: a maior e central, duas menores na lateral, uma média atrás da pirâmede central, e uma pirâmede invertida, no interior do pátio central.


A pirâmede voltou a ganhar atenção no best seller Código Da Vinci. A pirâmede invertida desempenha papel importante na trama do livro, trazendo conclusões importantes para Robert Langdon, um dos personagens principais do livro. 

Dan Brown também diz no livro que a pirâmede possui 666 placas de vidro, número da “besta” no livro do Apocalipse. O site oficial do museu (www.louvre.fr) diz que esse número foi inventado durante os protestos contra a construção da pirâmede, mas que o número total é de 673.

Com mais de 15.000 visitantes por dia, é o museu mais visitado do mundo, mas o livro do Dan Brown conseguiu trazer ainda mais atenção para cá e o próprio museu sugere um roteiro de visitação baseado no Código da Vinci.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Roteiros a pé por Paris – Parte I

Avenue des Champs Élysées e Avenue Montaigne

Você já ouviu dizer que Paris é uma cidade feita para se conhecer a pé? Então... nem adianta ter esperanças, porque eu não vou desmentir isso.

Pode-se ir de metrô ou táxi de um canto a outro, mas para conhecer alguns lugares e aproveitar essa encantadora cidade, não tem jeito, tem que andar mesmo!

O percurso que vou descrever aqui cobre as duas avenidas mais chiques de Paris, e completa um total de 3,1 km.
 

A Champs Élysées é a principal e mais famosa avenida de Paris, e vai da Place Charles de Gaule, onde fica o Arco do Triunfo, até a Place de La Concorde, com aproximadamente 2 km de extensão.

Vamos começar o trajeto pelo Arco do Triunfo, que eu já descrevi no post Paris: um espetáculo!


A Champs Élysées foi finalizada em 1667, durante o reinado de Louis XVI. Projetada para ser uma extensão do Jardin de Tuileries, foi bem depois, entre 1852 e 1870, que a avenida ganhou seu formato atual.

O então prefeito de Paris, Georges-Eugène Haussmann, decidiu renovar e modernizar a cidade, e uma das medidas adotadas foi ampliar e arborizar as principais avenidas, incluindo certamente a Champs Élysées.
Nessa parte próxima ao arco, a avenida é repleta de cafés, restaurantes, cinemas, livrarias e as mais importantes e luxuosas lojas. 
A primeira loja que se destaca é a Louis Vuitton, mas andando um pouco mais encontramos várias: Montblanc, Nespresso, Hugo Boss, Automóveis Peugeot, Omega.



Se quiser aproveitar a oportunidade de gastar, lembre que estrangeiros podem receber o imposto pago nas mercadorias compradas, antes de sair do país. Para ter esse direito, peça o formulário de “tax refund” na loja que comprar a mercadoria e entregue no aeroporto da Europa no dia em que for voltar para o Brasil num posto de do “tax refund”.

Você pode escolher receber à vista, em dinheiro na hora, ou como crédito no cartão de crédito. Normalmente paga menos na opção à vista em dinheiro, mas eu sempre escolho essa, pois ansiosa como sou não sei esperar nada, muito menos dinheiro.
Após essa pequena caminhada, faça uma parada estratégica na patisserie Ladurée para reabastecer as energias comendo deliciosos macarons (leia o post Onde comer em Paris). Compre vários, um de cada cor.


Entre na Fnac e pela Virgin Megastore, duas cadeias francesas de livros, vídeos e eletrônicos.

Depois você vai passar em frente à Lido, famosa casa de espetáculos onde há shows de dança, alguns mais família, alguns nem tanto. Totalmente preconceito da minha parte, mas nunca fui por achar turístico “demais”. Algumas amigas foram e gostaram bastante.

Um pouco à frente, fica a Sephora, cadeia francesa de cosméticos. A loja da Champs Élysées é de enlouquecer qualquer mulher com queda para maquiagem (ou seja, a grande maioria das mulheres). A loja é muito grande, com um número sem fim de marcas, cores e tipos.

foto: Wikipedia
Chegamos no Rond Point de Champs Élysées Marcel Dassault. A visão dos jardins no Rond Point é impressionante, realmente os parisienses sabem cuidar dos seus jardins.

minha sogrinha encantada com as flores do Rond Point
No rond point, a primeira saída à direita de quem vem do Arco do Triunfo é a Avenue Montaigne, que é ainda mais chique e exclusivista que a própria Champs Élysées.

Não sei se por desconhecimento ou se porque a avenida intimida os turistas comuns com uma concentração maior de lojas caras e luxuosas, aqui nós não vemos a mesma quantidade de pessoas que vemos na Champs Élysées.

A avenida é curta, da Champs Elysées até o Rio Sena, mas a cada passo passamos na frente de lojas como Dior, Chanel, Fendi, Valentino, Ralph Lauren, Louis Vuitton, Celine, Chloé, Christian Lacroix e belas joalherias como a Bulgari e Henry Winston.




No meio de tantas lojas, está o suntuoso hotel Plaza Athénée, favorito entre milionários, estrelas de cinema e chefes de estado. O hotel tem um restaurante coordenado pelo famoso chef Alain Ducasse, e está na minha lista de restaurantes a conferir. Um dia...


De volta ao Rond Point, e seguindo mais um pouco na Champs Élysées, vemos do lado esquerdo o Palais de l’Élysée, que é a residência do presidente da República.

Logo mais, a direita, passamos pelos bonitos prédios do Grand e Petit Palais.

O Grand Palais é um misto de museu e lugar de exposição. Sua construção começou em 1897, para a Exposição Universal de 1900 (feira mundial que aconteceu em Paris, em comemoração às invenções do século anterior).
Aqui são organizadas grandes exposições temporárias, que atraem multidões, como o Salão do Automóvel e os desfiles da Chanel.


O Petit Palais também foi construído para a Exposição Universal de 1900, e hoje abriga o Museu de Belas Artes de Paris.


Continuando nosso trajeto, chegamos na Place de la Concorde, uma das maiores praças de Paris, e que separa a avenida Champs Élysées do Jardin de Tuileries.

Construída durante o reinado de Luis XV, em sua homenagem foi inicialmente nomeada Place Louis XV, recebendo também uma estátua eqüestre do rei.

Durante a Revolução Francesa de 1789, a estátua foi destruída e uma guilhotina foi colocada em seu lugar. Foi aqui que o rei Luis XVI, a rainha Maria Antonieta e vários outros membros da realeza foram decapitados.

Com o fim da revolução, seu nome foi mudado para Place de La Concorde para simbolizar o início de um período de paz.

No centro da praça, cercado por duas belas fontes, está o Obelisco de Luxor com 23 metros de altura. O Obelisco, que ficava no túmulo de Ramsés III, foi presente do vice-rei do Egito à França em 1829.



foto: Wikipedia
A praça tem um formato octagonal, e em cada uma das suas pontas se encontra uma estátua represetando as maiores cidades francesas: Lille, Strasbourg, Lyon, Marseille, Bordeaux, Nantes, Brest and Rouen.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Onde comer em Paris

Em primeiro lugar, preciso dizer que almocei e jantei em inúmeros restaurantes que não lembro o nome nem tampouco o endereço.

Estava passeando à toa pelas ruas de Paris, quando senti fome e procurei pelas redondezas o restaurante mais simpático e mais cheio e simplesmente entrei.

Para ser justa com todos esses lugares, sempre comi muito bem em Paris. Sempre!

Todos os lugares que listo abaixo, de alguma maneira se destacaram da multidão de restaurantes que existem nessa cidade gourmet. O dia, o ambiente, a companhia e principalmente a comida foram especial, e só por isso coloco aqui em destaque.

No entanto, preciso dizer que em Paris não tenho receio algum de entrar num restaurante totalmente desconhecido. Nessa cidade se come bem, muito bem!

Ah! Antes de eu começar, vou dizer para os marinheiros de primeira viagem que a água de torneira é potável em Paris (sim, de verdade, acredite!) e é servida de graça nos restaurantes. Para isso você precisa pedir a água certa, caso contrário virá uma garrafa de água mineral que algumas vezes custa mais caro que um vinho nacional :-)

"Une carrafe d’eau, s’il vous plaît"
(e se pronuncia: "une carrafe dô, sil vu plé")

Hum… e também preciso confessar que em restaurantes mais chiques fico com vergonha de pedir água de torneira....

E agora, vamos à minha listinha:

Restaurantes

Brasserie La Lorraine – esse restaurante se encontra perto do hotel onde fiquei por duas vezes em Paris, perto do Arco do Triunfo. Fui lá 3 vezes e não me arrependi em nenhuma delas.
2 Place Ternes – 75008.

Les Editeurs – entrei nesse restaurante totalmente por acaso, estava com fome e o primeiro que tinha tentado estava lotado e com uma fila de espera muito grande. Além da comida excelente e bons vinhos (note o plural... um ano inteiro em Paris e eu certamente viraria alcóolatra), o restaurante é muito aconchegante e cheio de livros espalhados por prateleiras, à disposição do cliente.
4 Carrefour de l’Odeon 75006 Paris - Metro Odeon

Relais Saint Germain – li no blog Conexão Paris que esse restaurante está na moda em Paris, e que para o jantar precisa reservar com cinco meses de antecedência, mas fomos no almoço e foi bem tranquilo.
9 Carrefour de l’Odeon 75006 Paris. - Telefone 0144270797.

Doces, Sorvetes, Chocolates

Ladurée - famosa e tradicional patisserie francesa
Você gosta de macarron? Se gosta, o daqui é sensacional.
Se não conhece, não perca essa oportunidade! Macaron é o nome de um pequeno biscoito redondo, crocante por fora e macio por dentro, e recheado com um creme. Ele é feito em diferentes sabores, cada um de uma cor. Experimentei todos, mas gostei mais do de chocolate e do de limão.
São várias lojas em Paris, mas eu gosto mais da loja na Champs Élysées (75, avenue des Champs Elysées - 75008 Paris), pois posso me sentar num dos banquinhos da avenida, ficar vendo o fluxo de pessoas e saborear a vida.
O site oficial é http://www.laduree.fr/.

Angelina – casa de chá perto do Louvre
Tomar um chocolate quente daqui é sensacional, sem contar o visual do lugar. Se você estiver precisando de um pouco mais de energia, pode complementar o seu pedido com tortas, doces e bolos.
226, rue de Rivoli - 75001- Metrô Tulleries - Tel: 01 42 60 82 00

Sorveteria Berthillon da ilha Saint Louis – sorvetes artesanais e deliciosos!
29-31 rue saint Louis en l'ile - 75004

Chocolaterie Patrick Roger – eu amo chocolate!
199 rue du Faubourg Saint Honoré (tem mais de uma loja em Paris, mas eu só conheço essa)

Para fazer um belo piquenique

La Grand Épicerie de Paris - para comprar vinhos, pão, queijo e embutidos para um excelente piquenique em na Torre Eiffel. Sem contar que fica colado na loja de departamento Le Bon Marché e, para os católicos, ao lado de L’Eglise de la Medaille Miraculeuse.
38 Rue de Sèvres - 75007.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Paris: um espetáculo!

Por onde é melhor começar a visita? O mais óbvio seria começar pela Torre Eiffel e conhecer logo o principal marco de Paris, mas eu aconselho a começar pelo Arco do Triunfo.


Falo isso por dois motivos:

1. Da Torre Eiffel tem-se uma visão fantástica de Paris, mas do Arco temos uma visão fantástica da Torre:


alguém tira esse guindaste daqui?
2. O Arco do Triunfo fica numa grande rotatória de Paris, Place Charles de Gaule ou Place de L'Etoile, onde várias avenidas se encontram, inclusive a famosa Champs Élysées, que vemos ao chegar e ao sair. E, como é possível subir no Arco, a avistamos também do alto. 
 
A confusão de carros na Place Charles de Gaule
Curta a vista, depois desça e ande ao redor do Arco do Triunfo, repare nos bonitos detalhes arquitetônicos esculpidos, no túmulo do “Soldado Desconhecido” que fica na base do Arco e representa uma homenagem aos soldados não identificados, mortos em combate.

detalhes do teto do Arco
O Arco do Triunfo foi construído a pedido de Napoleão para comemorar suas vitórias militares. Concluído em 1836, é um dos grandes marcos de Paris, e tem detalhes das batalhas ganhas e o nome dos generais que participaram delas.

Saia dali e ande um pouco pela Champs Élysées, curtindo essa bela avenida, as árvores, o fluxo de turistas, as lojas luxuosas, restaurantes e cafés.

Champs Élysées na chuva
Aqui você também encontra a Fnac, cadeia de lojas francesa, especializada em livros e eletrônicos, e que se espalhou pelo Brasil, e a Virgin, outra cadeia de lojas especializada em livros e videos.
Aí sim vá para a Torre Eiffel, “o” marco de Paris.


Foi construída em 1889 por Gustave Eiffel, para as comemorações do centenário da revolução francesa, e foi, durante algum tempo, considerada um “horrendo monstro metálico” por uma grande parte da imprensa e da população.

Houve até protestos para derrubar a Torre, mas ela começou a ser utilizada como antena de rádio e aos poucos a população francesa e o mundo caíram de paixão. Hoje é um dos lugares mais visitados do mundo, e o maior símbolo da França.

E ela realmente é linda e de tirar o fôlego, apesar das filas para subir no topo também sejam.

Deixo a dica do excelente blog Conexão Paris sobre comprar os ingressos pela internet pelo site www.tour-eiffel.fr.

Como não quis me programar para nada nessa última viagem, resolvi enfrentar a fila. Se você também tiver um ataque de rebeldia (ou preguiça) como o meu, aconselho a chegar cedo, pois no período da tarde as filas são totalmente desanimadoras.

Com ou sem fila, por favor suba na torre e vá até o último piso. É possível comprar até o segundo piso apenas, mas não seja mão-de-vaca nem se tiver a desculpar de ter medo de altura. Olha... vários programas de turista são um verdadeiro mico, mas, acredite em mim, este aqui definitivamente não se encaixa nessa categoria. 
Rio Sena visto da Torre Eiffel
Se possível, faça esse mesmo trajeto várias vezes. Se não for possível tantas vezes, repita pelo menos ao entardecer. Paris à noite é um espetáculo à parte!




Vou ser repetitiva: um espetáculo!